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13 de novembro de 2018

New me old me

A história repete-se ao longo da nossa existência até que tenhamos aprendido com o passado.

As lições às vezes são mal aprendidas e voltamos a cair nos mesmos erros, por falta de atenção ou crença desmedida num amanhã melhor. Deixamos-nos embalar na ternura dos sussurros, na nostalgia dos aromas doces e na incontornável leveza dos toques, para de repente tudo ser uma tempestade de emoções.

O que é para si desconfiança?
Pois, agora apanhou-me! Não é óbvio? Por si só significa o que é, não é? Desconfiar é não acreditar, é criar distância com o que leva a gerar essa sensação - digo eu.

Segundo um dicionário da Língua Portuguesa: Falta de confiança; suspeita; receio.

I look inside myself and see my heart is black
I see my red door I must have it painted black
Maybe then I'll fade away and not have to face the facts
It's not easy facin' up, when your whole world is black


12 de fevereiro de 2018

Vazio

Qual será o maior vazio da existência humana?

Será o vazio da perda?
O vazio interno?
O vazio que separa o ser do resto da vida e dos demais?

Seja qual for, o vazio, será sempre a origem do desespero e da angústia. Qual cavaleiro da tristeza, montado no cavalo da frustração, galgando os campos da desilusão que levam a lado nenhum.

O vazio faz-me parar para olhar o meu reflexo nas águas calmas do rio da vida. Fugi dos rápidos, abordei a zona onde o rio tende a estagnar, para fazer uma introspecção.
Custa-me encarar o reflexo das águas, não gosto do que vejo, porque o que vejo não é o que pensei vir a ver.

Sinto esta enorme vontade de deixar de existir, porque nada vale a pena, nada presta, tudo é vão e volátil. Depressão? Nem por isso. É a consciência de uma vivência sem fantasia, algo que alguns dirão que é negativismo.

Só espero que nunca me falte o dinheiro para comer e pra tabaco...

Acendo outro cigarro.

É o meu desporto mais regular, acender cigarros. Segue-se o de vaguear pelo telemóvel.
O meu escape é o trabalho.

Está tudo mal.

8 de fevereiro de 2018

Confusão temporal e espacial

Tudo é confuso, como se estivesse condensado no centro da minha mente. Está tudo comprimido numa tensão enorme, dando lugar a movimentos errantes.

Estou sóbrio, mas enebriado com a realidade, sem me conseguir soltar. É tudo confuso, as opções são imensas nem sei para onde me virar.

Virar à esquerda é interessante, mas porque não ir ver o que há à direita? E ainda há o meio, e aquilo que não vi bem lá atrás. Por onde vou?

Sem nada para fazer durmo para o tempo passar, ocupado o tempo voa.

Tenho isto e aquilo para fazer, ora não me apetece porque a angustia me consome, ora não consigo porque a confusão é brutal. Só me apetece sempre dormir.

Durmo, e a vida esvai-se por entre as fendas do tempo. Esse não perdoa, não espera por ninguém.

Ouço risos dos outros, enquanto escrevo acompanhado de um whisky barato e uns cigarros. Preciso tirar este nó cá de dentro, refugio-me nestas linhas.

É pesado demais, sempre sem conseguir alcançar nem concretizar, tudo que produzo é inconsequente e incompleto.

O trabalho que é imperfeito apesar da exigência máxima e do perfeccionismo, as relações que não tenho apesar de muito as querer e procurar, o dinheiro e sucesso que preciso e ambicionou, mas nunca chega.

Afinal, é o resultado de estar a viver à margem, ou é castigo por demasiada arrogância?

Existe alguém que perceba disto?

Já dizia alguém, acerca de outro assunto, "é como querer nadar sem ter o braço direito"