iPensamentos iObservações

Mostrar mensagens com a etiqueta sofrimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sofrimento. Mostrar todas as mensagens

13 de novembro de 2018

New me old me

A história repete-se ao longo da nossa existência até que tenhamos aprendido com o passado.

As lições às vezes são mal aprendidas e voltamos a cair nos mesmos erros, por falta de atenção ou crença desmedida num amanhã melhor. Deixamos-nos embalar na ternura dos sussurros, na nostalgia dos aromas doces e na incontornável leveza dos toques, para de repente tudo ser uma tempestade de emoções.

O que é para si desconfiança?
Pois, agora apanhou-me! Não é óbvio? Por si só significa o que é, não é? Desconfiar é não acreditar, é criar distância com o que leva a gerar essa sensação - digo eu.

Segundo um dicionário da Língua Portuguesa: Falta de confiança; suspeita; receio.

I look inside myself and see my heart is black
I see my red door I must have it painted black
Maybe then I'll fade away and not have to face the facts
It's not easy facin' up, when your whole world is black


14 de abril de 2018

Money

Money que é good, nóis não have (by Mamonas Assassinas)

Pois, é mesmo uma comédia existencial esta necessidade de o ter para conseguir viver.

Com pouco é o desespero, com algum sobrevive-se, mas só com bastante é que se pode viver.

Não é consensual concerteza, esta minha perspectiva, mas é o meu ponto de vista e de situação.

Tempos houve em que um ordenado me chegava para sobreviver e viver um pouco, mas longe vão esses tempos.

Debato-me essencialmente com dois factores, um que deveria controlar, mas não consigo, e outro que tento por tudo controlar.

Para ter mais dinheiro deveria poupar, mas é difícil querer viver e deixar de viver ao mesmo tempo. Se poupo não saio, não compro, não como, não bebo, não viajo, não fumo, e queria fazer tudo isso.

Por outro lado, deveria ser possível ganhar mais a troco do trabalho, mas parece missão impossível. Conseguir um ordenado razoável neste país é algo ao alcance de poucos.

Asfixia-me olhar para o extrato bancário, é só débito e valores com poucos dígitos ou perto do Nilo.

Trabalhei a vida toda e não consigo. Pergunto-me porquê, pergunto o que posso fazer melhor, onde falhei.

Às vezes apetece-me fazer algo ilegal para conseguir dinheiro fácil e sair deste buraco, mas nem para isso tenho arte.

A minha maior certeza vai sendo a de que o trabalho só serve para aguentar os mínimos, num sufoco eterno, uma obrigação para não afundar e viver o mínimo possível.

Mas é uma vida triste, em que é impossível aproveitar, porque tudo vai para pagar contas e vícios, a alimentação e despesas básicas.

Queria poder viajar, talvez seja por isso que viajei um dia em direção ao universo psicótico em que existo.